7 For All Mankind: Uma Nova Era de Estilo na NYFW e no Brasil

7 For All Mankind: Uma Nova Era de Estilo na NYFW e no Brasil

A 7 For All Mankind fez sua presença marcante na New York Fashion Week, apresentando uma coleção que reverbera a essência dos anos 2000. Em entrevista com Esber Hajli, CEO da marca no Brasil, exploramos os novos rumos e a forte conexão com o público brasileiro.

No coração da Nova York Fashion Week, a 7 For All Mankind voltou a brilhar, trazendo consigo uma coleção que não apenas resgata, mas reinventa a estética dos anos 2000. A marca, que já havia feito uma estreia impactante em fevereiro, estava pronta para impressionar ainda mais os fashionistas na cidade que nunca dorme. Antes do desfile, tive a oportunidade de conversar com Esber Hajli, o CEO da marca no Brasil, para entender melhor os planos e a visão que estão moldando essa nova fase.

Hajli me contou que a nova coleção é uma extensão da linguagem já apresentada no primeiro desfile, com uma exploração rica em texturas e modelagens diferenciadas. As matérias-primas, com forte influência italiana, são um dos grandes diferenciais da 7 For All Mankind, com os denims cortados e fabricados na Itália, elevando o patamar da marca no competitivo mundo da moda. "Mesmo sendo americana, construímos uma sólida base na Europa, o que nos permite acesso direto às últimas tendências", explica Hajli, destacando a importância dessa conexão.

A Revolução do Denim e a Nova Identidade da Marca

Com a chegada do diretor criativo Nicola Broiano, a marca traz silhuetas e cortes que remetem ao passado, mas com um olhar contemporâneo. A conversa naturalmente flui para a impressionante recepção que a marca teve em São Paulo, onde a audiência do último desfile superou a de Nova York. Hajli atribui esse feito ao trabalho contínuo e respeitoso que a 7 For All Mankind vem realizando no Brasil, onde a parceria com lojistas é uma prioridade. "É mais um tijolinho na parede", afirma, reforçando o valor das relações construídas ao longo de mais de duas décadas no mercado nacional.

A transição da marca de uma reputação centrada em jeans premium para uma identidade mais abrangente tem sido uma jornada interessante. Para Hajli, essa mudança é natural, já que o jeans é considerado um commodity. "O que realmente estabelece a conexão com o consumidor é o restante do guarda-roupa", diz ele, enfatizando a importância da moda como forma de expressão. Um exemplo disso é o novo conceito de loja na West Broadway, em Nova York, onde a ambientação eleva o valor visual do denim, um conceito que, segundo Hajli, chegará em breve às lojas brasileiras.

Na campanha que apresenta Chloë Sevigny, a marca revive uma estética forte dos anos 2000, enquanto se prepara para explorar novas parcerias com embaixadores brasileiros. Para Hajli, essa busca por resgatar a cultura não é uma estratégia forçada, mas uma volta às raízes da marca, que era carinhosamente conhecida como “Sevens”. A escolha de Chloë como rosto da campanha foi orgânica, e a ideia é continuar a explorar essa conexão, sem descartar futuros nomes brasileiros.

Em relação à expansão da marca no Brasil, Hajli confirmou a meta de abrir 12 lojas próprias e 150 pontos de venda até 2029, com cidades como Goiânia, Recife, Porto Alegre e Curitiba já no horizonte. Uma possível 13ª loja, uma flagship que servirá como espaço para eventos, pode surgir em São Paulo, consolidando ainda mais a presença da marca no Brasil.

Ao deixar o desfile, ficou evidente que a 7 For All Mankind não está apenas relembrando o passado, mas está reimaginando o papel do denim no guarda-roupa contemporâneo. A marca traz de volta a estética it girl dos anos 2000 e 2010, com jeans de cintura baixa, saltos altíssimos e acessórios ousados, equilibrando despretensão e glamour, porém com uma leitura atual. E, pela reação entusiasmada da plateia, parece que essa nova fase já encontrou seu público, especialmente aqui no Brasil.

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