A cada passo dado, Josue De Paz sentia a adrenalina pulsar enquanto cruzava a linha de chegada da Maratona de Sydney em 2025. Depois de uma longa jornada de quase 26 horas, ele completou 42 km em um dos cenários mais icônicos do mundo. O que poderia parecer apenas mais uma corrida se transforma em uma experiência cultural intensa, parte do crescente movimento conhecido como sweat-jetting.
Definido como a tendência de viajar para participar de maratonas, retiros de fitness e atividades atléticas, o sweat-jetting se consolidou como uma das principais opções de viagem nos últimos anos. De acordo com a Trendcast do TripAdvisor, essa prática foi eleita a principal tendência de viagem para 2026, enquanto a Accor Hotels reportou um aumento de 50% no interesse por férias voltadas para exercícios.
“A corrida em si foi deslumbrante, passando por pontes, áreas comerciais e residenciais, proporcionando uma das melhores tours de Sydney que poucos têm a chance de vivenciar”, compartilha De Paz, que é também CEO e cofundador da Honor Your Dreams, uma organização sem fins lucrativos em Nova York. Para muitos corredores, maratonas se tornaram uma forma inovadora de explorar novos países, com De Paz já tendo completado provas em cidades como Chicago, Tóquio e Paris.
Além disso, em 2025, o Langham Hotels lançou sua primeira Pink Run, que percorreu 10 cidades ao redor do globo e arrecadou fundos para diversas instituições de caridade. Com mais de 1.600 participantes, o evento se tornou um marco anual nas comunidades onde os hotéis estão localizados, segundo André Jacques, diretor regional de marketing do Langham Hotels.
No entanto, o sweat-jetting não se resume apenas a correr maratonas. Na cidade de Hoi An, no Vietnã, Emma Sothern, professora de yoga e mindfulness, lidera retiros que oferecem um desafio físico diferente. “As manhãs são dedicadas a aulas de yoga suave, enquanto as tardes são para relaxamento à beira da piscina, com algumas excursões culturais opcionais”, explica Sothern. Essa abordagem equilibrada permite que os participantes conectem corpo e mente de uma maneira profunda e restauradora.
Com a crescente demanda por retiros focados no corpo, Sothern observa que muitos buscam uma pausa das rotinas intensas de exercícios. “As pessoas estão desejando um espaço para encontrar tranquilidade, se conectar com seus corpos de uma forma diferente e trocar a constante necessidade de ‘fazer’ por momentos de simplesmente ‘ser’”, conclui.