Para muitos, o Halloween é sinônimo de fantasias exageradas e decorações kitsch, mas para alguns especialistas em festas, a data pode ser reinventada. A editora de festas da Vogue, que por anos cobriu eventos glamourosos, confessa que não tem afinidade com o Halloween, achando difícil encontrar charme na combinação de preto e laranja e na necessidade de se fantasiar. Contudo, ao reunir um time de influenciadores de estilo e design, ela busca respostas para a pergunta: é possível ter uma festa de Halloween chique?

Entre os convidados estão Zoë de Givenchy, cuja linha de louças reflete o gosto de seu tio-avô, Hubert; Romilly Newman, a nova sensação da Gen Z, comparada à Martha Stewart; Rebecca Gardner, proprietária da Houses & Parties; e Kelly Wearstler, a designer de interiores com um toque californiano inconfundível. Completam a lista o artista e designer inglês Luke Edward Hall e Jon Gray, cofundador do Ghetto Gastro, coletivo gastronômico que une comida, moda, arte e música. Juntos, eles oferecem um olhar inovador sobre como tornar o Halloween uma ocasião verdadeiramente elegante.


Transformando a Atmosfera da Festa
De Givenchy acredita que o segredo está em manter a festa com um ar de mistério e glamour. “Pense em luz baixa, sua melhor pratearia e coquetéis irresistíveis”, sugere. Para Wearstler, a criação de uma atmosfera intrigante é fundamental. “Halloween é sobre combinações de cores inusitadas e momentos decorativos subversivos. Adoro uma mesa dramática que brinque com altura, escala e textura”, afirma.

Romilly Newman complementa essa ideia, recomendando a criação de um ambiente envolvente com velas gotejantes, rendas e flores em tons profundos. “Um bom jeito de definir o tom é escolher um tema. Pense em Hitchcock, surrealismo, bruxas, e assim por diante”, sugere. Já Rebecca Gardner enfatiza que o Halloween deve ser divertido e até um pouco bizarro: “Você pode ser chique com uma fantasia de bruxa estilosa, complementada por um chapéu de cetim rosa ou uma homenagem à Isabella Blow com um fascinador em forma de teia de aranha”, destaca.

Luke Edward Hall não deixa por menos e lembra que o Halloween marca o início do inverno e o tradicional Ano Novo celta. “Gosto de respeitar esse antigo festival de fogo, enquanto aproveito a mágica camp do Halloween”, afirma. E Jon Gray finaliza, garantindo que uma festa bem-sucedida começa com um tema claro e convidados interessantes: “A noite se cuida sozinha quando você tem a companhia certa”, conclui.

