Em uma noite marcada pelo esplendor, a Metropolitan Opera abriu suas portas para a nova produção de Macbeth, de Verdi, sob a direção de Louisa Proske. O evento, que ocorreu na terça-feira, atraiu um público requintado e celebridades como Sigourney Weaver e Frances McDormand, que se encontraram durante os coquetéis pré-show no Grand Tier Bar, enquanto Katie Holmes fazia sua entrada acompanhada do artista Jason Bard Yarmosky.





O glamour estava em alta, com Gina Gershon, Julianna Margulies, Ellen Burstyn e outros 700 convidados desfilando em trajes vintage de Tom Ford, prontos para a experiência teatral que se desenrolaria na majestosa sala da ópera. Após uma emocionada interpretação do hino nacional, a cortina se levantou para revelar as impressionantes Highlands escocesas, cenário de uma luta de tirar o fôlego que explodiu em faíscas.





No papel de Macbeth, o barítono Quinn Kelsey se destacou ao lado da soprano Lise Davidsen, que deu vida à ambiciosa Lady Macbeth. Esta obra, baseada na tragédia de Shakespeare, narra a história de um nobre escocês que, guiado por uma profecia e pela ambição de sua esposa, se vê mergulhado em um ciclo de assassinatos e culpa, lutando para manter um trono que lhe foi tomado de maneira violenta.





“É uma história de corrupção e de um casal que deixa o mal entrar em suas vidas, derrubando todas as barreiras”, comentou Proske em entrevista após o espetáculo. Enquanto isso, os convidados se reuniam para um jantar no David Geffen Hall, onde a decoração de David Stark Design, com tapeçarias florais e um toque de fantasia, conferiu um ar de grandeza ao banquete.






Com pratos como peras Forelle e um suculento Branzino sendo servidos, o ambiente contrastava com a brutalidade vista no palco. O talento de Montana Levi Blanco foi amplamente elogiado, especialmente por seus trajes inspirados na época elisabetana, que refletiam com precisão a opulência e a decadência do casal maligno da peça. “Quis dar aos espectadores algo que os surpreendesse, sem ser antiquado”, afirmou Proske. “Acredito que podemos fazer isso e ainda trazer uma mensagem política ou humana, mesmo que transgressora.”





Essa produção de Macbeth marca uma mudança de direção para a Metropolitan Opera, que nos últimos anos optou por estreias contemporâneas que desafiavam as expectativas do público. Embora a nova montagem não seja uma simples concessão às plateias, ela oferece um espetáculo grandioso que promete cativar os espectadores. Para o futuro próximo, a companhia planeja apresentar 'Lincoln in the Bardo', de Missy Mazzoli e Royce Vavrek, uma adaptação do romance de George Saunders, em outubro.





Mesmo com sua narrativa atemporal, a relevância de Macbeth se destaca no atual cenário mundial, marcada por ambições implacáveis e disputas de poder. A famosa ária “Out, damned spot!” de Davidsen, que ecoa a luta contra a culpa, serve como um lembrete poderoso dos desafios que enfrentamos. “Esta produção de Macbeth é feita para ser oportuna”, disse Peter Gelb, gerente geral da Met Opera, durante as declarações de abertura do jantar. “Mas isso não sugere semelhanças com os autocratas de hoje... afinal, Macbeth tinha uma consciência culpada.”





